Palavra-chave primária: Absolute Mulher-Maravilha
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Depois de reinventar Batman e Superman, a DC Comics resolveu mexer em outro pilar da Trindade: a Mulher-Maravilha. E o resultado, batizado de Absolute Mulher-Maravilha (Absolute Wonder Woman, no original), não é apenas mais uma releitura — é uma das HQs mais premiadas e elogiadas da linha Absolute Universe.
Neste artigo, você vai entender o que muda nessa nova versão de Diana Prince, quem está por trás da série, os prêmios que ela já conquistou e o que esperar dos próximos lançamentos em 2026.
O que é o Absolute Mulher-Maravilha?
Absolute Wonder Woman é uma série em quadrinhos publicada pela DC Comics dentro da linha Absolute Universe, o mesmo projeto que reinventou Batman e Superman. A série estreou em outubro de 2024 e rapidamente se tornou uma das mais bem avaliadas da linha.
A proposta aqui é radical: em vez de crescer na ilha paradisíaca de Themyscira, cercada pelas Amazonas, essa Diana é criada no Inferno. Segundo a história, Apolo deixa a Diana recém-nascida na Ilha Selvagem do Inferno aos cuidados de Circe, proibindo que ela jamais descubra a existência das Amazonas. Circe, que a princípio pensa em deixá-la morrer, acaba criando a menina — que cresce forte e, surpreendentemente, compassiva, mesmo em um ambiente hostil.
O resultado é uma Diana bem diferente da que conhecemos: sem o paraíso insular, sem a irmandade que sempre a moldou e sem uma missão clara de paz. O que sobra é descrito pela própria DC como “a Amazona Absoluta” — uma guerreira mítica dividida entre a compaixão e o instinto de conquista.
Uma heroína entre dois mundos
Um dos pontos mais elogiados pela crítica é justamente essa dualidade: Diana não é mais apenas um símbolo de paz, mas uma figura complexa, quase uma rainha-guerreira mitológica, testada constantemente entre seus valores e as circunstâncias brutais em que foi criada.
Quem está por trás da série?
A equipe criativa é um dos grandes trunfos do título:
- Kelly Thompson (roteiro) — vencedora do prêmio Eisner, reconhecida por sua caracterização afiada de Diana e pela reinvenção da mitologia da Mulher-Maravilha.
- Hayden Sherman (arte) — artista revelação cujo traço ajudou a definir a identidade visual marcante da série.
- Jordie Bellaire (cores, em parte da série) — contribuiu para o clima visual único dos primeiros arcos.
- Mattia De Iulis (arte e cores do Anual) — retornou à série para o primeiro Anual de Absolute Wonder Woman, lançado em fevereiro de 2026.
Uma curiosidade pouco conhecida: antes de Kelly Thompson assumir o roteiro, a autora Zoe Thorogood (de “It’s Lonely at the Centre of the Earth”) estava inicialmente escalada para escrever a série, mas deixou o projeto antes do lançamento. Ela própria já declarou publicamente que a HQ “estava destinada a ser escrita pela Kelly”.
Prêmios e reconhecimento
O sucesso crítico de Absolute Wonder Woman não é apenas opinião de fã: a série já venceu dois prêmios Eisner — de Melhor Nova Série e Melhor Coloração — além de ter recebido indicação em outras três categorias. É um desempenho raro para um título lançado há relativamente pouco tempo.
Enredo até agora: principais arcos
- Vol. 1 – The Last Amazon: apresenta a origem dessa nova Diana e o mundo sombrio do Universo Absoluto.
- Vol. 2 – As My Mothers Made Me: aprofunda o passado de Diana e sua relação com Circe.
- “Season of the Witch” (a partir da edição #16, com estreia em janeiro de 2026): novo arco em que Diana enfrenta Zatanna, prometendo desafios mágicos e reviravoltas na trama.
- Absolute Wonder Woman Annual 2026 #1 (lançado em 11 de fevereiro de 2026): Diana ainda carrega o peso de ter brevemente se tornado Medusa para salvar Gateway City. Obcecada por justiça, ela busca respostas com Atena — mas a deusa permanece em silêncio, até que uma missão perigosa e incerta surge como única saída.
Novidades de 2026
A série segue forte no calendário editorial da DC:
- A edição #25, prevista para 28 de outubro de 2026, chega com uma quantidade impressionante de capas variantes, assinadas por nomes como Mark Brooks, Terry Dodson, Bryan Hitch e Babs Tarr (esta última em versão que brilha no escuro).
- O primeiro Anual da série trouxe uma história mais introspectiva, explorando o lado espiritual e mitológico de Diana, com arte aclamada de Mattia De Iulis.
- O Universo Absoluto continua se expandindo com outros títulos conectados, como Absolute Batman e Absolute Superman, fortalecendo o sucesso geral da linha.
Onde e como começar a ler
Se você quer conhecer essa nova Diana, existem caminhos fáceis para começar:
- Plataformas digitais, como o DC Universe Infinite, reúnem toda a coleção em ordem cronológica.
- Lojas de quadrinhos físicas costumam ter os volumes encadernados em destaque, além de variantes de capa exclusivas.
- Coletâneas (trade paperbacks), como “The Last Amazon” e “As My Mothers Made Me”, são ótimas portas de entrada para quem prefere ler a história em blocos maiores.
Conclusão: vale a pena acompanhar o Absolute Mulher-Maravilha?
Absolute Wonder Woman prova que reinventar uma ícone não significa perder sua essência — significa encontrar novos ângulos para contar a mesma verdade. Com uma Diana mais complexa, uma equipe criativa premiada e uma mitologia rica e bem construída, essa é uma das HQs mais relevantes do momento para fãs de super-heroínas e de fantasia mitológica.
Se você ainda não começou, 2026 é o ano perfeito para entrar nessa história — os prêmios e a crítica só confirmam o que os leitores já sabem: essa é uma Mulher-Maravilha inesquecível.
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